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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Maracatu Afrobatuque e Projeto Arte e Vida são destaque em noite de Celebração com Representante do Papa Francisco


No sábado, dia 21 de setembro de 2019, no Centro Histórico de Floresta/PE, aconteceu um dos momentos mais significativos da visita do Representante Diplomático do Papa Francisco no Brasil, Dom Giovanni D'Aniello.

Antes da Celebração Eucarística Especial, expressões das tradições culturais de Floresta como a Confraria do Rosário e o Maracatu Afrobatuque, saíram em cortejo da Igreja do Rosário em direção a Catedral, sendo recebidos por Dom Giovanni D'Aniello e Dom Gabriel Marchesi (Bispo Diocesano de Floresta).

O Grupo Cultural Maracatu Afrobatuque, que completou 8 anos de existência e Resistência Humana e Cultural, é o principal grupo de cultura popular de Floresta e região e é composto por alunos(as) do Projeto Arte e Vida das comunidades do DNER e do Escondidinho/Vulcão.

A apresentação do Maracatu Afrobatuque, foi uma forma de agradecimento a Diocese de Floresta, na pessoa de seu Bispo Dom Gabriel, por sua confiança e apoio ao trabalho do Instituto Cultural Raízes e pela consolidação da parceria que permitiu a criação do projeto Arte e Vida

Representante do Papa Francisco no Brasil tem Encontro com Povos Indígenas

Dom Giovanni D'Aniello, recebendo um abraço do Pajé Pankará Manoel Cacheado

No domingo dia 22 de setembro de 2019, cumprindo um dos últimos compromissos de sua agenda em visita realizada a Diocese de Floresta, o Representante Diplomático do Papa Francisco no Brasil, Dom Giovanni D'Aniello, celebrou Missa na Igreja Matriz de Carnaubeira da Penha.

A celebração foi acompanhada por várias lideranças indígenas das Etnias Atikum e Pankará, além de diversas representações públicas e comunitárias.

Logo após a celebração, em que dirigiu palavras de fraternidade e esperança (em nome do Papa Francisco) Dom Giovanni D'Aniello recebeu de Caciques e Pajés vários presentes representando a arte e tradição indígena de Carnaubeira da Penha.

Dom Giovanni D'Aniello e Dom Gabriel Marchesi no momento da comunhão
Um dos momentos mais emocionante da Celebração Eucarística, foi a comunhão, aonde Dom Giovanni D'Aniello e Dom Gabriel Marchesi (Bispo Diocesano de Floresta), receberam os populares e fiéis presentes, num clima de profunda religiosidade.

O TORÉ

Ao final da Celebração Pajés e lideranças dos Povos Atikum e Pankará, conduziram um momento de forte espiritualidade, com a representação do TORÈ, ritual tradicional dos povos originários de nossa terra.

EM DESTAQUE: Pajé Sr. Augusto do Povo Atikum

EM DESTAQUE: Pajé Sr. Manoel Cacheado do Povo Pankará

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Representante do Papa Francisco no Brasil visita o Projeto Arte e Vida

Da esquerda para a direita: Irmã Kelly, Irmã Graça, Dom Gabriel, Dom Giovanni,
Irmã Darcylene e Libânio Neto.
Nesta sexta-feira dia 20 de setembro de 2019, o Representante Diplomático do Papa Francisco no Brasil, Dom Giovanni D'Aniello, realizou visita ao Projeto Arte e Vida no bairro do DNER.

Dom Giovanni esteve acompanhado do Bispo Diocesano Dom Gabriel Marchesi, os quais foram recepcionados pela comunidade das Irmãs Vicentinas de Gysegem e pela Coordenação do Projeto Arte e Vida.

Após conhecer o Espaço Arte e Vida e verificar quais os serviços prestados às crianças, adolescentes, jovens e mulheres, Dom Giovanni, juntamente com Dom Gabriel, acompanharam as apresentações culturais das alunas e alunos do Projeto Arte e Vida, aonde teve destaque as danças do Caboclinho, Coco de Roda e Maracatu, além da percussão do Samba Reggae e, a apresentação da encenação denominada de "A Viagem", seguida de apresentação da Capoeira.

Finalizando as apresentações culturais o Grupo Cultural Afro Mulher, apresentou o Maracatu, tocado só por meninas/mulheres.

As apresentações culturais foram coordenadas pela equipe de Instrutores do Projeto Arte e Vida, com destaque para Marciano Lima, Igor Roam, Ana Beatriz e Sâmara Nathyelly.

Na oportunidade, Dom Giovanni e Dom Gabriel receberam brindes artísticos produzidos pelo artesão João Batista, que também é o Instrutor de Capoeira do Projeto. 

Fazendo uso da palavra, Dom Giovanni, assim como Dom Gabriel, expressou a alegria pela acolhida e por ver os resultados positivos, já alcançados pelo Projeto Arte e Vida.

Representando o Instituto Cultural Raízes, Libânio Neto, agradeceu a participação de cada uma das crianças, adolescentes e jovens do Projeto Arte e Vida, bem como das mães que se fizeram presentes, expressando ainda a felicidade por ocasião da visita de Dom Giovanni e a gratidão a Dom Gabriel pela confiança, o apoio e o incentivo, para que se possa levar adiante as ações do Projeto nas comunidades do DNER e do Escondidinho.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Representante Diplomático do Papa Francisco visita a Diocese de Floresta

Dom GIOVANNI D'ANIELLO - Núncio Apostólico

Nesta quinta-feira dia 19 de setembro de 2019, realizou-se a acolhida à visita do Núncio Apostólico, Dom GIOVANNI D"ANIELLO, no Centro de Formação da Diocese de Floresta.

O encontro com representantes do Poder Público da região, foi o primeiro compromisso de Dom Giovanni em sua visita de quatro dias a Diocese de Floresta.

Estiveram presentes representantes do Poder Público Municipal das cidades de Floresta, Petrolândia, Itacuruba, Jatobá, Ibimirim e Inajá, além de representações de outros órgãos públicos na região.

Nas palavras proferidas pelo Prefeito de Floresta e pela Prefeita de Petrolândia, destaque para as potencialidades existentes na região, bem como os problemas sociais que ainda são profundos.

Destacou-se também as ações no âmbito da Diocese de Floresta, que representam sinais de esperança, à exemplo do Projeto Arte e Vida, realizado pelo Instituto Raízes em parceria com a Diocese de Floresta,e da estruturação da Fazenda Bom Jesus que acolherá pessoas usuárias de drogas.

Nas palavras de Dom Giovanni, os agradecimentos pela acolhida e a afirmação da ação da Igreja, expressada na solidariedade e na fraternidade, em sintonia com as orientações do Papa Francisco.
Dom GABRIEL MARCHESI - Bispo Diocesano
O Bispo Diocesano, Dom Gabriel Marchesi, demonstrou em suas palavras a alegria em receber a visita de Dom Giovanni, bem como de sua importância para a caminhada da Igreja na Diocese de Floresta e, agradeceu a presença de todos(as) os(as) representantes das instituições públicas da região.

SAIBA COMO SERÁ A AGENDA DO NÚNCIO APOSTÓLICO:

Dia 20, sexta-feira - Manhã: Visita ao Projeto de Psicultura em Jatobá e visita as Agrovilas do Projeto Icó Mandantes em Petrolândia.
Na parte da tarde, Dom Giovanni, visitará o Projeto Arte e Vida no bairro DNER.
À noite realizará encontro com os seminaristas da Diocese de Floresta.

Dia 21, sábado - Encontro com o Clero e Religiosas e, participação no Conselho Diocesano de Pastoral - CODIPA em Floresta.
À noite, a partir das 19:00h, participará de Celebração Eucarística na Catedral de Floresta.

Dia 22, domingo, pela manhã, participará de Encontro com os Povos Indígenas em Carnaubeira da Penha, e encerrando sua passagem pela Diocese de Floresta, visitará a Fazenda Bom Jesus, que tratará de acolher e recuperar pessoas dependentes e usuárias de drogas.

Matéria: Equipe da TV Raízes
Fotos: Washington Luiz Alves e Libânio Neto.

domingo, 28 de julho de 2019

Lideranças indígenas Waiãpi são assassinadas no Amapá

Indígenas da aldeia Marirí fugiram para aldeia Aramirã

Neste sábado (27/07/2019) em torno de 50 garimpeiros invadiram a aldeia indígena de Waiãpi, em Pedra Branca do Amapari, no Estado do Amapá. Segundo informações dos indígenas duas lideranças foram mortas e todos os indígenas da aldeia tiveram que fugir. A aldeia foi tomada pelos garimpeiros armados com metralhadoras e se instalaram na aldeia Marirí fazendo com que as famílias fugissem para a aldeia vizinha de Aramirã.

Os indígenas Waiãpi se preparam para retomar sua aldeia e expulsar os garimpeiros de suas terras.

A invasão pelos garimpeiros e assassinato das lideranças acontecem justamente dois dias depois de Bolsonaro ter discursado em visita na Superintendência da Zona Franca de Manaus, atacando as demarcações e afirmando que irá legalizar o garimpo em áreas indígenas.

O conflito entre garimpeiros e indígenas tem se acirrado desde o início do ano e tende a tomar proporções devastadoras para os índios, já que esta situação é fomentada pelo próprio governo federal e pelas grandes mineradoras internacionais que querem explorar as terras indígenas.

O governo federal insiste em deixar evidente a sua política de dizimar o povo indígena e entregar de bandeja as riquezas nacionais aos imperialistas, alimentando os setores que promovem a exploração e o garimpo ilegal em terras indígenas, para promovam conflitos e assassinatos de lideranças, a fim de roubarem as terras e lucrarem com suas atividades criminosas.

sábado, 22 de junho de 2019

A marcha que não é para Jesus


Por Libânio Neto

No último dia 20 de junho, foi realizada em São Paulo mais uma edição da chamada "marcha para Jesus", que contou com a presença de Bolsonaro, o qual além de defender seu projeto de liberação das armas e proferir uma série de bobagens, fez gesto de arminha
simulando a execução de alguém caído, numa expressão que mostra que não há nada mais anticristão do que atirar em alguém caído. Assim agem os covardes, bandidos e milicianos, que executam suas vítimas com requintes de crueldade.

Más, isso não é nenhuma novidade. Basta vermos como foram seus discursos ao longo de sua carreira política e como se "elegeu" para a presidência, amparado numa rede de mentiras, e na alimentação do racismo, preconceitos, machismo, homofobia, além de uma pregação de violência e morte.

Também não é de estranhar porque o acolhem em dita "marcha", a qual é organizada por um casal de "pastores" Sônia e Estevam Hernandes fundadores da igreja Renascer, que já foram condenados por corrupção e lavagem de dinheiro.

Junto a esses exemplares "bispos" já passaram pela famosa "marcha" outros "pastores" corruptos, enganadores e pilantras, tais como: Silas Malafaia, Valdemiro Santiago, Marcos Feliciano, Magno Malta, entre outros.

"Pastores" milionários que sorriem ao lado do que representa o mal, guiando "rebanhos" de pobres ou remediados, que se permitem por conveniência ou ignorância (em grande maioria) serem manipulados e conduzidos.

Esses ditos pastores, transformaram a fé, num grande empreendimento financeiro e usam o nome de Deus e de Jesus, como mercadoria para promover seus enriquecimentos ilícitos, tudo isto disfarçados por uma pregação de falsa moralidade, de "defesa da família" e dos "valores cristãos".

Eles, que dizem conhecer a Bíblia, certamente, não acreditam no que leem, pois devem saber o que Pedro escreveu, dois mil anos atrás:

Muitos seguirão seus falsos ensinos e práticas libertinas, e por causa dessas pessoas, haverá difamação contra o Caminho da Verdade. Movidos por sórdida ganância, tais mestres os explorarão com suas lendas e artimanhas. Todavia, sua condenação desde há muito tempo paira sobre eles, e sua destruição já está em processo. 

Congo: Como 6 milhões de mortes podem ser colocadas sob o silêncio da mídia?


O genocídio está em andamento, mais de 6 milhões de pessoas (metade delas com menos de 5 anos!) Foram massacradas em geral com indiferença e com o apoio dos Estados Unidos e da Europa! Centenas de milhares de mulheres e meninas foram estupradas e mutiladas pelos exércitos de ocupação. E tudo isso por uma razão principal: para aproveitar a riqueza mineral excepcional que esconde o porão do país ...

Conhecemos o método, amplificamos algumas novidades e escondemos outras igualmente horríveis. Fala-se muito sobre a crise dos migrantes e o Oriente Médio no momento, com a luta contra o terrorismo (?), Uma luta bastante preocupante com a entrada da Rússia , convocada por al Assad, que não fará de renda, alvejando (todos?) os oponentes do presidente sírio. Enquanto isso, estamos deliberadamente ofuscando o que está acontecendo no Congo, ainda assim, livres para mover as pessoas boas rapidamente para chorar sobre o destino dos migrantes pobres, devemos manter algumas lágrimas por um genocídio em andamento, sobre o qual não vamos falar em sua mídia favorita, que parecem fazer lamentações seletivas.

Um genocídio do qual nossos líderes e a comunidade internacional foram cúmplices

No coração da África, o Congo é um país rico, cheio de matérias-primas (diamantes, ouro, estanho, gás, petróleo, urânio, coltan ...), florestas, água, mulheres e homens, de uma multidão de tribos reunidas sob uma nação atraída pelos colonos, e que historicamente não corresponde muito. Após o genocídio em Ruanda, os países vizinhos também se beneficiaram da imprecisão política e institucional no Congo (na fronteira com Ruanda) para atacar de todos os lados este enorme país repleto de tesouros.

E os ocidentais em tudo isso? A culpa dos líderes americanos e europeus pelo genocídio em Ruanda levou-os a seguir uma política pró-Ruanda, deixando os rebeldes ruandeses do lado congolês livres para fazer o que quisessem, ajudados pelos aliados ugandenses e burundeses. 

Mas acima de tudo, os muitos recursos naturais na RDC são vitais para as economias ocidentais, especialmente para os setores automotivo, aeronáutico, espacial, de alta tecnologia e eletrônica, jóias ... especialmente o Coltan (que o Congo tem pelo menos 60 % de recursos globais) é essencial na fabricação de componentes eletrônicos encontrados em TVs, computadores, smartphones, mas também algumas armas como mísseis! A RDC também está sofrendo com o desmatamento maciço. Os principais importadores? EUA, Europa, China. Não é de admirar.

Mas como a invasão da guerra parece interna à África, ninguém pode acusar os EUA e outras potências ocidentais de aproveitar os recursos e a riqueza do Congo intervindo diretamente. Não, é ainda mais conveniente deixar as pessoas descerem entre elas. Enquanto isso, os EUA apóiam sucessivas ditaduras no Congo e nas milícias ruandesas e ugandenses. Merry.

Pobreza sustentada e condições de vida desproporcionais, estupros incessantes (e uma taxa de AIDS de até 20% da população nas províncias do leste), deslocamentos populacionais, indignações, epidemias ...: uma estratégia de desumanização está em vigor fazer as vítimas desamparadas, uma situação terrível em que não há palavras duras o suficiente.

                       

Enquanto a opinião pública abdica, o congolês continua sendo o negro? da África? Baloji, tudo isso não vai fazer você Congo

Os líderes ocidentais estão tão sedentos por riquezas que permitem um novo genocídio? Sim, a ponto de permitir perpetrar e até mesmo cobrir um novo genocídio. Com armas, treinamento militar de nossas elites. Uma coisa: o que acontece no Congo, questões políticas e econômicas para o genocídio, não é determinado apenas pelos congoleses, mas também pelos poderes carnívoros, famintos por riqueza e sem consideração pelo povo.

A situação no Congo será resolvida pelos próprios congoleses. Mas a comunidade internacional deve parar urgentemente de apoiar os ruandeses, os ugandenses e todas as milícias que perpetuam este insuportável estado de guerra, permitindo-lhes pôr as mãos na riqueza de um país sem ter de responsabilizar ninguém.

6 milhões de mortos. Metade dos quais são crianças pequenas. O mundo diz que é grátis? - nós - devemos imperativamente olhar no rosto o que é sua liberdade? deixe ir. Por que tanta violência e tão pouco barulho da mídia?

É desinteressante para os europeus? Não é este sensacional o suficiente, este massacre que conta em milhões de pessoas? É muito longe de casa, eles aplicam mais uma vez esta lei odiosa da proximidade? ? Por que nenhuma reação, nenhum impacto no imaginário coletivo, sem indignação, sem raiva, sem emoção?

Nosso dever como cidadãos do mundo é, portanto, transmitir a mensagem. Deixe o mundo saber. Antes que o mundo se mova. Há culpados na Europa como existem na África. O silêncio dos poderosos mata tanto quanto o som das metralhadoras. Deixe todos os assassinos encararem suas responsabilidades.
Conflito no Congo: a verdade desvelada

Relatório de 26 minutos sobre a situação no Congo. Cuidado, este documentário contém imagens difíceis de suportar.