PONTO DE CULTURA - TAMBORES DA RESISTÊNCIA

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domingo, 3 de maio de 2026

Projeto Tambores Quilombola realiza Oficina de Afoxé em Cabrobó/PE


No sábado, dia 25/04/2026, foi realizado um aulão cultural do Projeto TAMBORES QUILOMBOLA, na Comunidade Quilombola de Cruz dos Riachos, Cabrobó/PE.

Em destaque a oficina de Afoxé, conduzida pelo Mestre Libânio, juntamente com a equipe do Ponto de Cultura MARACATU AFROBATUQUE.

A oficina atendeu ao público local (iniciantes) e também ao público que já vinha participando das oficinas desde o ano de 2025.

O Projeto TAMBORES QUILOMBOLA, atende o público das Comunidades Quilombolas de Cabrobó: Cruz dos Riachos, Santana e Jatobá, com oficinas de percussão e dança de Maracatu, Coco de Roda e Afoxé e, que conta o aporte financeiro da PNAB-Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura no Estado de Pernambuco.

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Em Cabrobó/PE, oficina de Maracatu movimenta o projeto Tambores Quilombola

 

No sábado, dia 25/04/2026, foi realizado um aulão cultural do Projeto TAMBORES QUILOMBOLA, na Comunidade Quilombola de Cruz dos Riachos, Cabrobó/PE.

Em destaque a oficina de Maracatu de Baque Virado, conduzida pelo Mestre Libânio do MARACATU AFROBATUQUE.

A oficina atendeu ao público local (iniciantes) e também ao público que já vinha participando das oficinas desde o ano de 2025.

O Projeto TAMBORES QUILOMBOLA, atende o público das Comunidades Quilombolas de Cabrobó: Cruz dos Riachos, Santana e Jatobá, com oficinas de percussão e dança de Maracatu, Coco de Roda e Afoxé e, que conta o aporte financeiro da PNAB-Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura no Estado de Pernambuco. 

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ponto de Cultura Afrobatuque é destaque em encontro quilombola realizado em Cabrobó/PE


No dia 25/04/2026, o Ponto de Cultura Maracatu Afrobatuque, foi destaque na abertura do Encontro Regional dos Sertões das Comunidades Quilombolas, realizado em Cruz dos Riachos, Cabrobó/PE.

Com uma apresentação espetacular, o Maracatu Afrobatuque mostrou aos presentes as novas construções de Loas que está trabalhando, além de trazer homenagens a Nação do Maracatu Porto Rico e aos Quilombolas de Pernambuco.

Sob a regência do Mestre Libânio, os integrantes do Maracatu Afrobatuque (de Floresta e de Mirandiba) trouxeram muito Axé e alegria, arrancando os aplausos de todos os presentes ao encontro.

A participação do Maracatu Afrobatuque, se deu através do Projeto TAMBORES QUILOMBOLA, que atende o público das Comunidades Quilombolas de Cabrobó: Cruz dos Riachos, Santana e Jatobá, com oficinas de percussão e dança de Maracatu, Coco de Roda e Afoxé e, que conta o aporte financeiro da PNAB-Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura no Estado de Pernambuco. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

MIRANDIBA-PE, LANÇA CADASTRO INDÍGENA MUNICIPAL


A SIRPOQ - Secretaria da Igualdade Racial e dos Povos Originários e Quilombolas de Mirandiba, lança o CADASTRO INDÍGENA MUNICIPAL, com a finalidade de mapear quantos são os indígenas de Mirandiba e aonde estão localizados.

O link do formulário, está disponível, é só acessar: https://bit.ly/CADASTROINDÍGENAMUNCIIPAL

PARA INFORMAÇÕES E ESCLARECIMENTOS, BEM COMO SUGESTÕES: enviar mensagem para o ZAP (87)9 9927.9125. Falar com Libânio Francisco.

Lembrando que ainda continua disponível o formulário de cadastro das Associações Indígenas de Mirandiba, no link: https://bit.ly/CADASTRODASASSOCIAÇÕESINDÍGENAS

VEJA O VÍDEO



quarta-feira, 15 de abril de 2026

Em Mirandiba/PE, inscrições abertas para Oficinas de Maracatu


A CASA DA CULTURA - Mestre Abílio, em Mirandiba/PE, está abrindo inscrições para oficinas de MARACATU, abertas ao público em geral e inteiramente gratuitas.

As oficinas serão de percussão e dança do Maracatu de Baque Virado, que é uma das maiores expressões da Cultura Afrobrasileira, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Essa é mais uma iniciativa da Casa da Cultura - Mestre Abílio, dando continuidade as oficinas  de Maracatu, que ocorreram no segundo semestre de 2025.

Poderão se inscrever pessoas a partir dos 13 anos de idade e, as vagas nessa etapa, são limitadas a um total de 30 inscrições.

A iniciativa conta com a parceria da SIRPOQ - Secretaria da Igualdade Racial e dos Povos Originários e Quilombolas e, da SECTUR - Secretaria de Esportes, Juventude, Cultura e lazer da Prefeitura de Mirandiba.

A execução das ações das oficinas está a cargo do MARACATU AFROBATUQUE, entidade cultural com trajetória de 15 anos e que possui excelência no ensino do Maracatu na região.

INSCRIÇÕES: Para se inscrever os(as) interessados(as) devem ter um email e acessar o link: https://bit.ly/INSCRIÇÃO_MARACATU 

INFORMAÇÕES: Para informações, os(as) interessados (as), devem entrar em contato com:
LIBÂNIO FRANCISCO - CEL/ZAP: (87)9 9927.9125
LEANDRO BATISTA - CEL/ZAP: (87)9 9620-1260

terça-feira, 24 de março de 2026

O Brasil nasceu da melancolia de Zâmbi

 



Zambiapungo – o senhor supremo – se entristeceu um dia, cansado da solidão do poder e das tarefas da criação. Cogitava mesmo, o pai maior, interromper o curso do mundo. Faltava alguma coisa que justificasse aquela grandeza toda. Zâmbi, que sabia de tudo, achava que tinha criado todas as coisas necessárias para a vida. Mas estava triste e recorreu aos inquices, voduns e orixás, seus filhos diletos.

Pediu a Zaratempo que inventasse algo para despertar seu interesse e o impedir de desistir do mundo. Tempo criou as estações do ano com todas as suas mudanças. Zâmbi gostou, mas não sorriu.

Zâmbi chamou Katendê e pediu a mesma coisa. Katendê, o senhor das jinsabas (folhas), falou ao pai sobre o poder medicinal das plantas. O deus supremo se interessou um pouco, mas ainda assim não sorriu.

Matamba foi a próxima a tentar alegrar Zâmbi. A senhora das ventanias mostrou a força dos furacões e o baile fabuloso dos relâmpagos. Zâmbi olhou, aplaudiu admirado, mas continuou triste. E assim vieram todos os deuses do Congo. Vunji trouxe as crianças; Angorô inventou o arco-íris; Gongobira deu a Zâmbi um rio de peixes coloridos; Dandalunda chamou as luas que mudam marés; Mutalambô fez um banquete com as caças trazidas das densas florestas; Roxo-Mucumbi forjou ferramentas e adagas no ferro em brasa; Lembá Dilê conduziu um cortejo branco de pombas, cabras e caramujos.

Zâmbi gostou e agradeceu, mas continuou triste.

Até que Zâmbi perguntou se Zaze, o dono do fogo, sabia de alguma coisa que pudesse afastar aquele banzo de melancolia. Zaze, a quem os iorubás chamam de Xangô, consultou o oráculo e imolou um bode branco em sacrifício. As carnes foram repartidas entre as divindades do Congo. Zaze, em seguida, aqueceu a pele do bode na fogueira. Ainda com o fogo, tornou oco o pedaço de um tronco seco da floresta. Sobre uma das extremidades do tronco oco, Zaze esticou a pele do animal e inventou Ingoma – o tambor.

Zaze começou a percutir o couro com toda a força e destreza. Aluvaiá, aquele que os iorubás conheciam como Exu e os fons como Legbá, gingou ao som do tambor de Zaze e, logo depois, todos os deuses do Congo, ao batuque sincopado do Ingoma, fizeram a primeira festa na manhã do mundo.

Zambiapungo gostou do fuzuê do tambor de Zaze e descansou feliz. Era isso que faltava. Zâmbi sorriu.

Um filho de Zaze, muito tempo depois, foi capturado na floresta e jogado no ventre escuro de um navio. Esse negro do Congo chegou, entre correntes de ferro e centenas de outros homens, ao outro lado da calunga grande – na terra onde Zambiapungo era mais conhecido como Tupã.

O filho de Zaze, mesmo entre a dureza das correntes e o cheiro da morte do seu povo, conseguiu levar para o país de Tupã o Ingoma inventado pelo pai.

Ao chegar do outro lado do mar, submetido – e insubmisso – ao horror do cativeiro, o filho de Zaze bateu forte no tambor, convidou para o fuzuê o povo de Tupã e chamou, com a força do ritmo ancestral, os deuses das matas, esquinas e macaias. Eles vieram, atraídos pelo fervor das danças e pelo clamor das festas, e resolveram ficar.

Até mesmo alguns dos que chegaram para dominar a terra foram seduzidos e civilizados pela festa. A generosa festa dos filhos de Zâmbi, nos terreiros grandes do Brasil.

O tambor, filho de Zaze, é o pai do nosso povo.

Luiz Antonio Simas é autor de “Pedrinhas miudinhas”, livro em que este texto foi originalmente publicado.

sábado, 21 de março de 2026

21 de Março - Dia Internacional de Luta contra o preconceito e a discriminação racial


 
O dia 21 de março é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela ONU em memória ao Massacre de Sharpeville (1960), na África do Sul, onde 69 pessoas foram mortas protestando contra o Apartheid. A data reforça a luta global e no Brasil contra o racismo, defendendo igualdade e direitos humanos.

Significado: Data de reflexão, denúncia e conscientizasobre a urgência de combater o racismo em todas as suas formas.

Contexto Histórico: Em 21 de março de 1960, a polícia do regime de segregação racial do Apartheid na África do Sul disparou contra uma manifestação pacífica contra as "leis do passe".

No Brasil: A Constituição de 1988 define o racismo como crime inafiançável e imprescritível. A data destaca a necessidade de combater o racismo estrutural e promover a igualdade real.

Ações: O mês de março engloba os "21 Dias de Ativismo Contra o Racismo", com atividades online e presenciais para conscientização e luta.

A data é um chamado para a responsabilidade social na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

A luta contra a discriminação racial só começou a se intensificar no Brasil após a Constituição Federal de 1988, que incluía o crime de racismo como inafiançável e imprescritível.

A eliminação de qualquer tipo de discriminação é um dos pontos centrais da Declaração Universal das Nações Unidas:

"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" (Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial).