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terça-feira, 24 de março de 2026

O Brasil nasceu da melancolia de Zâmbi

 



Zambiapungo – o senhor supremo – se entristeceu um dia, cansado da solidão do poder e das tarefas da criação. Cogitava mesmo, o pai maior, interromper o curso do mundo. Faltava alguma coisa que justificasse aquela grandeza toda. Zâmbi, que sabia de tudo, achava que tinha criado todas as coisas necessárias para a vida. Mas estava triste e recorreu aos inquices, voduns e orixás, seus filhos diletos.

Pediu a Zaratempo que inventasse algo para despertar seu interesse e o impedir de desistir do mundo. Tempo criou as estações do ano com todas as suas mudanças. Zâmbi gostou, mas não sorriu.

Zâmbi chamou Katendê e pediu a mesma coisa. Katendê, o senhor das jinsabas (folhas), falou ao pai sobre o poder medicinal das plantas. O deus supremo se interessou um pouco, mas ainda assim não sorriu.

Matamba foi a próxima a tentar alegrar Zâmbi. A senhora das ventanias mostrou a força dos furacões e o baile fabuloso dos relâmpagos. Zâmbi olhou, aplaudiu admirado, mas continuou triste. E assim vieram todos os deuses do Congo. Vunji trouxe as crianças; Angorô inventou o arco-íris; Gongobira deu a Zâmbi um rio de peixes coloridos; Dandalunda chamou as luas que mudam marés; Mutalambô fez um banquete com as caças trazidas das densas florestas; Roxo-Mucumbi forjou ferramentas e adagas no ferro em brasa; Lembá Dilê conduziu um cortejo branco de pombas, cabras e caramujos.

Zâmbi gostou e agradeceu, mas continuou triste.

Até que Zâmbi perguntou se Zaze, o dono do fogo, sabia de alguma coisa que pudesse afastar aquele banzo de melancolia. Zaze, a quem os iorubás chamam de Xangô, consultou o oráculo e imolou um bode branco em sacrifício. As carnes foram repartidas entre as divindades do Congo. Zaze, em seguida, aqueceu a pele do bode na fogueira. Ainda com o fogo, tornou oco o pedaço de um tronco seco da floresta. Sobre uma das extremidades do tronco oco, Zaze esticou a pele do animal e inventou Ingoma – o tambor.

Zaze começou a percutir o couro com toda a força e destreza. Aluvaiá, aquele que os iorubás conheciam como Exu e os fons como Legbá, gingou ao som do tambor de Zaze e, logo depois, todos os deuses do Congo, ao batuque sincopado do Ingoma, fizeram a primeira festa na manhã do mundo.

Zambiapungo gostou do fuzuê do tambor de Zaze e descansou feliz. Era isso que faltava. Zâmbi sorriu.

Um filho de Zaze, muito tempo depois, foi capturado na floresta e jogado no ventre escuro de um navio. Esse negro do Congo chegou, entre correntes de ferro e centenas de outros homens, ao outro lado da calunga grande – na terra onde Zambiapungo era mais conhecido como Tupã.

O filho de Zaze, mesmo entre a dureza das correntes e o cheiro da morte do seu povo, conseguiu levar para o país de Tupã o Ingoma inventado pelo pai.

Ao chegar do outro lado do mar, submetido – e insubmisso – ao horror do cativeiro, o filho de Zaze bateu forte no tambor, convidou para o fuzuê o povo de Tupã e chamou, com a força do ritmo ancestral, os deuses das matas, esquinas e macaias. Eles vieram, atraídos pelo fervor das danças e pelo clamor das festas, e resolveram ficar.

Até mesmo alguns dos que chegaram para dominar a terra foram seduzidos e civilizados pela festa. A generosa festa dos filhos de Zâmbi, nos terreiros grandes do Brasil.

O tambor, filho de Zaze, é o pai do nosso povo.

Luiz Antonio Simas é autor de “Pedrinhas miudinhas”, livro em que este texto foi originalmente publicado.

sábado, 21 de março de 2026

21 de Março - Dia Internacional de Luta contra o preconceito e a discriminação racial


 
O dia 21 de março é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela ONU em memória ao Massacre de Sharpeville (1960), na África do Sul, onde 69 pessoas foram mortas protestando contra o Apartheid. A data reforça a luta global e no Brasil contra o racismo, defendendo igualdade e direitos humanos.

Significado: Data de reflexão, denúncia e conscientizasobre a urgência de combater o racismo em todas as suas formas.

Contexto Histórico: Em 21 de março de 1960, a polícia do regime de segregação racial do Apartheid na África do Sul disparou contra uma manifestação pacífica contra as "leis do passe".

No Brasil: A Constituição de 1988 define o racismo como crime inafiançável e imprescritível. A data destaca a necessidade de combater o racismo estrutural e promover a igualdade real.

Ações: O mês de março engloba os "21 Dias de Ativismo Contra o Racismo", com atividades online e presenciais para conscientização e luta.

A data é um chamado para a responsabilidade social na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

A luta contra a discriminação racial só começou a se intensificar no Brasil após a Constituição Federal de 1988, que incluía o crime de racismo como inafiançável e imprescritível.

A eliminação de qualquer tipo de discriminação é um dos pontos centrais da Declaração Universal das Nações Unidas:

"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" (Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial).

quinta-feira, 12 de março de 2026

Maracatu Afrobatuque em Carnaubeira da Penha no Ciclo do Carnaval de 2026


Maracatu Afrobatuque, foi destaque na programação do Projeto Brincantes nas Escolas, em apresentação realizada no dia 11 de fevereiro de 2026, na Escola Estadual Indígena São José, na Aldeia Pedra de Fogo, município de Carnaubeira da Penha/PE.

No repertório do grupo, uma sequência de Loas contando a história do Maracatu e em homenagem a Naná Vasconcelos e Luiz Gonzaga, além de cantigas de terreiro da Jurema Sagrada.

Sobre os BRINCANTES NAS ESCOLAS

A cultura popular pernambucana é um mosaico vibrante de influências africanas, indígenas e europeias, que se manifesta em diversas formas de expressão, como a música e dança. É um patrimônio imaterial que nos define como povo, que nos conecta com nossas raízes e que nos impulsiona para o futuro.

Nesse sentido, o Projeto Brincantes nas Escolas do Governo do Estado de Pernambuco, executado pela Secretaria Estadual de Cultura e pela Fundarpe, busca proporcionar para o público escolar, no período do Ciclo Carnavalesco, o acesso a várias expressões da Cultura Popular e Tradicional, presente no cenário cultural de pernambuco. 

Maior Grupo de Maracatu do Sertão de Pernambuco

O Grupo Afro Cultural Maracatu Afrobatuque, tem sua história  iniciada em Mirandiba/PE, no ano de 2010 e em Floresta/PE, no ano de 2011, sendo o maior grupo de Maracatu do Sertão de Pernambuco e é composto em sua maioria absoluta por adolescentes, jovens e adultos remanescentes quilombolas e indígenas das áreas rurais e periferia de Mirandiba/PE e Floresta/PE.

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Maracatu Afrobatuque em Carnaubeira no Ciclo do Carnaval de 2026


Maracatu Afrobatuque, foi destaque na programação do Projeto Brincantes nas Escolas, em apresentação realizada no dia 11 de fevereiro de 2026, na Escola Estadual Indígena Emiliano Quirino de Sá, na Aldeia Cachoeira I, município de Carnaubeira da Penha/PE.

No repertório do grupo, uma sequência de Loas contando a história do Maracatu e em homenagem a Naná Vasconcelos, Luiz Gonzaga e Alceu Valença, além de cantigas de terreiro da Jurema Sagrada.

Sobre os BRINCANTES NAS ESCOLAS

A cultura popular pernambucana é um mosaico vibrante de influências africanas, indígenas e europeias, que se manifesta em diversas formas de expressão, como a música e dança. É um patrimônio imaterial que nos define como povo, que nos conecta com nossas raízes e que nos impulsiona para o futuro.

Nesse sentido, o Projeto Brincantes nas Escolas do Governo do Estado de Pernambuco, executado pela Secretaria Estadual de Cultura e pela Fundarpe, busca proporcionar para o público escolar, no período do Ciclo Carnavalesco, o acesso a várias expressões da Cultura Popular e Tradicional, presente no cenário cultural de pernambuco. 

Maior Grupo de Maracatu do Sertão de Pernambuco

O Grupo Afro Cultural Maracatu Afrobatuque, tem sua história  iniciada em Mirandiba/PE, no ano de 2010 e em Floresta/PE, no ano de 2011, sendo o maior grupo de Maracatu do Sertão de Pernambuco e é composto em sua maioria absoluta por adolescentes, jovens e adultos remanescentes quilombolas e indígenas das áreas rurais e periferia de Mirandiba/PE e Floresta/PE.

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terça-feira, 10 de março de 2026

Afoxé Filhos de N'Zambi em Petrolândia no Ciclo do Carnaval de 2026


Grupo Cultural Afoxé Filhos de N'Zambi, foi destaque na programação do Projeto Brincantes nas Escolas, em apresentação realizada no dia 10 de fevereiro de 2026, na Escola Estadual Icó Mandantes, no município de Petrolândia/PE.

No repertório do grupo, uma sequência de músicas afirmativas da negritude, homenageando vários Afoxés de Pernambuco, além de músicas de artistas renomados da música popular brasileira.

Sobre os BRINCANTES NAS ESCOLAS

A cultura popular pernambucana é um mosaico vibrante de influências africanas, indígenas e europeias, que se manifesta em diversas formas de expressão, como a música e dança. É um patrimônio imaterial que nos define como povo, que nos conecta com nossas raízes e que nos impulsiona para o futuro.

Nesse sentido, o Projeto Brincantes nas Escolas do Governo do Estado de Pernambuco, executado pela Secretaria Estadual de Cultura e pela Fundarpe, busca proporcionar para o público escolar, no período do Ciclo Carnavalesco, o acesso a várias expressões da Cultura Popular e Tradicional, presente no cenário cultural de pernambuco. 

Primeiro Grupo de Afoxé do Sertão de Itaparica 

O Afoxé Filhos de N'Zambi, tem sua história iniciada em Floresta/PE, no ano de 2012, sendo o primeiro Grupo Cultural de Afoxé do Sertão de Itaparica e é composto em sua maioria, por adolescentes, jovens e adultos remanescentes quilombolas e indígenas das áreas rurais e periferia de Mirandiba/PE e Floresta/PE.

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segunda-feira, 9 de março de 2026

Afoxé Filhos de N'Zambi em Belém do São Francisco no Ciclo do Carnaval de 2026


Grupo Cultural Afoxé Filhos de N'Zambi, foi destaque na programação do Projeto Brincantes nas Escolas, em apresentação realizada no dia 09 de fevereiro de 2026, na Escola Estadual Celestino Nunes, no distrito de Riacho Pequeno, município de Belém do São Francisco/PE.

No repertório do grupo, uma sequência de músicas afirmativas da negritude, homenageando vários Afoxés de Pernambuco, além de músicas de artistas renomados da música popular brasileira.

Sobre os BRINCANTES NAS ESCOLAS

A cultura popular pernambucana é um mosaico vibrante de influências africanas, indígenas e europeias, que se manifesta em diversas formas de expressão, como a música e dança. É um patrimônio imaterial que nos define como povo, que nos conecta com nossas raízes e que nos impulsiona para o futuro.

Nesse sentido, o Projeto Brincantes nas Escolas do Governo do Estado de Pernambuco, executado pela Secretaria Estadual de Cultura e pela Fundarpe, busca proporcionar para o público escolar, no período do Ciclo Carnavalesco, o acesso a várias expressões da Cultura Popular e Tradicional, presente no cenário cultural de pernambuco. 

Primeiro Grupo de Afoxé do Sertão de Itaparica 

O Afoxé Filhos de N'Zambi, tem sua história iniciada em Floresta/PE, no ano de 2012, sendo o primeiro Grupo Cultural de Afoxé do Sertão de Itaparica e é composto em sua maioria, por adolescentes, jovens e adultos remanescentes quilombolas e indígenas das áreas rurais e periferia de Mirandiba/PE e Floresta/PE.

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domingo, 8 de março de 2026

Maracatu Afrobatuque em Tacaratu no Ciclo do Carnaval de 2026


Maracatu Afrobatuque, foi destaque na programação do Projeto Brincantes nas Escolas, em apresentação realizada no dia 09 de fevereiro de 2026, na Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio, na Agrovila 9, município de Tacaratu/PE.

No repertório do grupo, uma sequência de Loas contando a história do Maracatu e em homenagem a Naná Vasconcelos.

Sobre os BRINCANTES NAS ESCOLAS

A cultura popular pernambucana é um mosaico vibrante de influências africanas, indígenas e europeias, que se manifesta em diversas formas de expressão, como a música e dança. É um patrimônio imaterial que nos define como povo, que nos conecta com nossas raízes e que nos impulsiona para o futuro.

Nesse sentido, o Projeto Brincantes nas Escolas do Governo do Estado de Pernambuco, executado pela Secretaria Estadual de Cultura e pela Fundarpe, busca proporcionar para o público escolar, no período do Ciclo Carnavalesco, o acesso a várias expressões da Cultura Popular e Tradicional, presente no cenário cultural de pernambuco. 

Maior Grupo de Maracatu do Sertão de Pernambuco

O Grupo Afro Cultural Maracatu Afrobatuque, tem sua história  iniciada em Mirandiba/PE, no ano de 2010 e em Floresta/PE, no ano de 2011, sendo o maior grupo de Maracatu do Sertão de Pernambuco e é composto em sua maioria absoluta por adolescentes, jovens e adultos remanescentes quilombolas e indígenas das áreas rurais e periferia de Mirandiba/PE e Floresta/PE.

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