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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Haiti - A Revolução Negra

 

A independência do Haiti, influenciada pela Revolução Francesa, é considerada a única revolta de escravos bem-sucedida desde a Antigüidade clássica. Esse capítulo da história enche de orgulho os afro-descendentes latino-americanos, como símbolo da abolição. Na época, provocou temor nas nações escravocratas – Estados Unidos, Brasil e Cuba

   Aloisio Milani




Iniciada em 1791, a revolta dos escravos foi a única vitoriosa desde a Antigüidade Revolta em Leocane, água-forte, autor desconhecido, 1840, Haiti

O trabalho na cana era extenuante e desumano. Por décadas, a colônia francesa de São Domingos sustentou um dos mais lucrativos negócios do Novo Mundo com o chicote apontado para o corpo dos escravos africanos. Os negros cavavam valas para o plantio das mudas, cuidavam dos brotos, zelavam pelo crescimento, faziam a colheita e toda a fabricação do açúcar. Os lucros dependiam da exploração do trabalho. A manutenção da escravidão pelos donos de engenho se baseava em castigos brutais e tinha um nível de perseguição implacável. Os relatos da época descreviam que as punições das chibatas eram mais comuns do que receber comida. Mutilavam-lhes membros, orelhas e genitais; faziam-nos comer excrementos; amarravam-lhes grilhões e blocos de madeira; prendiam-nos a postes fincados no chão. A tortura sistemática originava, não sem razão, uma sede de vingança. E este foi um dos motivos da revolta que seria iniciada em 1791 e conformou a única rebelião vitoriosa de escravos desde a Antigüidade clássica. A independência do Haiti, proclamada em 1804, só nasceu por causa dela.

Na ilha de Ahti – como os índios descreveram a região montanhosa para Cristóvão Colombo em 1492 –, o período colonial deixaria as marcas de genocídios, torturas e escravizações desde fins do século XV. A população nativa foi dizimada. Passou de aproximadamente meio milhão para cerca de 60 mil em rápidos 15 anos. Enquanto os espanhóis deixavam parte do território à medida que acabava a riqueza das minas de ouro, os franceses passavam a ocupar o norte da ilha. Em 1697, a Espanha reconheceu a soberania da França nas terras. A partir daí, o empreendimento dos colonizadores foi a cana-de-açúcar produzida pelas mãos dos escravos. São Domingos era um oásis exponencialmente lucrativo para a burguesia marítima, responsável pelo tráfico negreiro, e para os produtores de açúcar. Cerca de 20 anos antes da revolta, a colônia começou a viver a apoteose. Exportava 35 mil toneladas de açúcar bruto e 25 mil toneladas de açúcar branco. A elite branca ostentava mais e mais. Entre 1783 e 1789, a produção quase dobrou. E a colônia não avançava sem os escravos.

Ingleses, espanhóis, portugueses e franceses seqüestravam africanos aos milhões. Apesar de o poder estar com a nobreza, a burguesia francesa se transformou na maior força econômica da nação, cujas riquezas eram a produção colonial e o tráfico negreiro. Em São Domingos, entre 1764 e 1771, importava-se uma média anual de 10 mil escravos. De 1787 em diante, eram mais de 40 mil por ano. Os africanos que chegavam escravizados eram sobreviventes: os negros enfrentavam uma viagem transatlântica pela Rota do Meio como cargas selvagens de um traficante. Não raro, quase um quarto dos escravos transportados morria dentro dos navios pelas péssimas condições de alimentação e higiene. Quando chegavam aos portos, eram examinados, comprados e queimados com ferro em brasa em cada lado do peito para identificar seu dono. Os maus tratos que se seguiam estimulavam juras de contra-ataque. Algumas delas eram proferidas nos rituais noturnos de vodu, sincretismo dos rituais africanos com o catolicismo.

General Toussaint L’Ouverture, óleo sobre tela, autor desconhecido, século XIX, Consulado do Haiti, Rio de Janeiro



O oficial de Toussaint L’Ouverture no levante

OS INIMIGOS BRANCOS Em creoule, dançavam e gritavam canções ameaçadoras, registra o escritor Cyril Lionel Robert James. “Ê! Ê! Bomba! Heu! Heu! Canga, bafio té! Canga, mauné de lé! Canga, do ki la! Canga, li!” A tradução seria algo como: “Juramos destruir os brancos e tudo o que possuem; que morramos se falharmos nesta promessa”. Tal qual o Brasil pré-abolicionista, também havia quilombos organizados nas montanhas haitianas para montar uma resistência contra a escravidão. O mais temido foi o líder Mackland. Negro da Guiné, ele era um visionário, grande orador e se dizia imortal com os poderes do vodu. Tinha seguidores aos montes. Em 1758 planejou envenenar a água das casas dos brancos para libertar os escravos. Foi traído, capturado e queimado vivo. Essa história, que mais parece invenção, virou até mote para livro do realismo fantástico latino-americano – O reino deste mundo, do cubano Alejo Carpentier.


Mas o rancor dos maus-tratos não foi a única razão para a eclosão das revoltas de 1791. Os ecos dos ideais iluministas da Revolução Francesa de 1789 reboaram na colônia. Sob o lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, o marco histórico europeu derrubou valores do absolutismo e acendeu idéias burguesas. A abolição dos escravos era defendida, apesar de ser o sustentáculo da burguesia marítima. A Inglaterra, que havia perdido sua colônia na América do Norte com ajuda dos pensamentos iluministas franceses, passava a fazer propaganda contra a escravidão. Após a convocação dos Estados-gerais na França – representações da nobreza, burguesia e clero –, alguns proprietários de terra em São Domingos apressaram-se em formar um comitê para defender seus interesses. Um grupo de mulatos também enviou uma delegação. Formou-se uma representação colonial, um fato inédito. Logo os colonistas queriam mais espaço na política às vésperas da revolução. Conseqüentemente, foi questionada sobre a contradição da exigência de um número maior de cadeiras para os proprietários de São Domingos com a manutenção da escravidão. Afinal, o lema não era igualdade?

BURGUESIA NO PODER Mirabeau, representante do Terceiro Estado, gritava que caso os latifundiários colonialistas não considerassem os negros como homens de direito seria equivalente à França ter de admitir, em sua representação política, também os “cavalos e as mulas”. Num golpe, a burguesia francesa conseguiu criar uma Assembléia Nacional, o que contrariava os interesses da monarquia. A revolução começava. Na visão do autor C.L. R James, que escreveu Os jacobinos negros, o mais importante registro daquelas revoltas, essa discussão atrelava, por fim, as fortunas de São Domingos à assembléia de um povo em revolução. “Dali em diante a história da liberdade na França e da emancipação em São Domingos seria una e indivisível.” O rei Luís XVI ordenou a dissolução da assembléia. As forças populares tomaram a Bastilha, símbolo do absolutismo. Na prática, o rei perderia poder. Em 1790, com o andar da revolução, foi permitida a formação de uma Assembléia Colonial. A sociedade de São Domingos mantinha uma divisão entre latifundiários, brancos pobres, mulatos livres e escravos. Nos debates na colônia, permanecia o conservadorismo do statu quo.

General Henri Chrsitophe, óleo sobre tela, autor desconhecido, século XIX, Consulado do Haiti, Rio de Janeiro



Henri Christophe se tornou presidente em 1807 e rei em 1811

A Assembléia Constituinte, na França, em 1791, aprovou a igualdade de direitos entre todas as pessoas em São Domingos. A medida permitia o voto dos mulatos, mas ainda não era a abolição da escravidão. Sua repercussão na colônia era questão de tempo, pois tinha se reconhecido o direito de “homens de cor”. O clima revolucionário contagiou as ruas de São Domingos. Muitos escravos, alguns mais próximos aos centros onde ocorriam os debates, começavam a entender a dimensão da oportunidade. Ricos fazendeiros viam a decisão da igualdade de direitos como uma ameaça brutal. Insistiram na posição de que mulatos e negros simplesmente não eram pessoas – uma rasura mal emendada da regra. Paralelamente aos protestos dos mulatos contra os brancos, os escravos começavam a se organizar. Não mais como o quilombola Mackland.

Na planície do norte de São Domingos, onde os canaviais se alastravam lado a lado por dezenas de quilômetros, um capataz (e também sacerdote do vodu) liderou uma rebelião. Boukman planejou atear fogo nas plantações, exterminar os brancos e tomar a colônia a partir de Lê Cap. Quando começou a revolta, os escravos destruíram completamente as fazendas. As plantações viraram cortinas de chamas e fumaça. Os latifundiários foram executados. O ódio dos negros aflorou e Boukman começou a revolução negra.

Os escravos da parte sul e do lado ocidental engrossaram o coro das revoltas. A repressão aumentou. Boukman foi morto em luta, mas o levante não parou. Os insurgentes passaram de 100 mil e ganharam adeptos. De uma onda de fúria, o movimento amadureceu e abraçou a bandeira da liberdade e da independência.

Ao lado dos primeiros líderes, como Jean François e Biassou, outro ex-escravo demonstrou excelência de planejamento militar e conhecimento de política: Toussaint L’Ouverture. Ele recebeu certa liberdade de seu senhor de engenho para tocar a fazenda, teve acesso a alguma literatura e não foi submetido aos suplícios dos maus-tratos. Possuía uma intuição política acima da média e logo se tornou um dos comandantes da revolta. Unificou e organizou um exército que poderia derrotar tropas européias.




A guerra na Europa atingiu também as colônias, e L’Ouverture lutou ao lado dos franceses / Batalha próxima a Saintes, gravura, autor desconhecido, 1782, Biblioteca Nacional, Paris

PAZ INATINGÍVEL Os brancos se negavam a aceitar uma rendição ou um acordo de paz. Três comissários franceses com 6 mil soldados chegaram a São Domingos para tentar acabar com as disputas políticas e as rebeliões dos escravos. Logo depois a monarquia caiu na França e a República foi proclamada. Em meio às negociações dos comissários, os franceses declararam guerra contra a Inglaterra e os rebeldes também se mobilizavam na medida da evolução política do Velho Continente. Os exércitos dos ex-escravos se movimentaram entre apoios à Espanha, Inglaterra e França durante os anos seguintes. Em 1794, a França aboliu a escravidão de todos os seus territórios. Toussaint, lutando pelos franceses, conseguiu expulsar britânicos e espanhóis da colônia. Foi nomeado pela metrópole chefe do exército. Chegava ao auge de seu poder. Quando Napoleão Bonaparte foi eleito primeiro-cônsul, São Domingos proclamou uma Constituição, tornando-se província autônoma. Contudo, em 1802, Napoleão se tornou cônsul vitalício e começou a reação. Já com o domínio da Louisiana, ao sul dos Estados Unidos, enxergou São Domingos como um ponto-chave para a expansão do império francês no Novo Mundo. Enviou uma armada para a ilha:47 mil homens sob o comando do general LeClerc.

Toussaint não acreditava que Napoleão quisesse restabelecer o domínio e a escravidão, mas virou-se contra o governante. Após fracassos de seu exército, rearticulou as forças sob seu comando e imprimiu sobre as tropas francesas derrotas memoráveis. Ainda bem-intencionado com os colonizadores, o líder negro fez um acordo de paz e se deixou levar, preso, até a França, na tentativa de negociar. Acabou morto numa prisão em Forte Joux, nos Alpes. O maior líder da revolta foi traído por sua própria confiança na liberdade.

O movimento independentista não parou. Nova rebelião, desta vez liderada por Dessalines, derrotou as tropas de LeClerc e proclama a independência da ilha em 1804 sob o nome de Haiti. O ciclo da revolução negra se fechava depois de mais de uma década de conflitos com um saldo de pelo menos 200 mil mortes entre os rebeldes.




Durante a rebelião, os escravos destruíram plantações e mataram latifundiários / Revolta dos negros em São Domingos comandados por Toussaint L’ Ouverture, xilogravura, Yan Dargent, 1860

“A revolta iniciada por Toussaint L’Ouverture visava assegurar aos habitantes da colônia os mesmos direitos que os da metrópole. Era uma luta pela igualdade, e essa luta sempre foi um equívoco dos movimentos negros. Jacques Dessalines, aliado de Toussaint, não pensava em igualdade. Sabia que a liberdade de sua gente só estaria assegurada se lutasse pelo poder”, explica Afonso Teixeira Filho, tradutor para o português da obra Os jacobinos negros.

A repercussão da revolução de São Domingos foi gigantesca para a luta contra a escravidão. Ainda maior era o temor dos escravocratas de que a revolta influenciasse todas as Américas. O historiador John Hope Franklin escreveu, em Da escravidão à liberdade, que os americanos ficaram horrorizados diante das notícias do que acontecia no Haiti. A partir de 1791, “muitos preocuparam-se mais com os acontecimentos no Haiti do que com a luta de vida ou morte que se desenvolvia entre França e Inglaterra”. No Brasil, muitos comentaristas nativos e estrangeiros escreveram sobre os perigos da revolta em terras tupiniquins, embora a influência tenha sido limitada. Alguns milicianos mulatos no Rio de Janeiro usavam retratos de Dessalines.

EXEMPLO PARA O MUNDO “No período da Regência (1831-40), o termo ‘haitianismo’ foi usado como um epíteto contra jornais que supostamente representavam os interesses da população de cor livre e abordavam persistentemente a questão racial”, diz Stuart Schwartz, em Segredos internos – Engenhos e escravos na sociedade colonial. Nenhum dos inquéritos judiciais contra as rebeliões escravas na Bahia apontava a inspiração haitiana, mas não há dúvidas sobre sua importância na luta contra a escravidão colonial.

A revolução de São Domingos tocou no cerne dos interesses da época. Naquela geopolítica, a derrota das tropas francesas fez com que Napoleão vendesse a Louisiana a preços baixos e evitou uma possível expansão nas Américas. Gerou, claro, grande impacto no mercado do tráfico de escravos e no preço do açúcar. Quando o parlamentar francês Jean Jaurès, autor de História socialista da Revolução Francesa, classifica a Revolução Francesa de “triste ironia da história humana”, uma análise pode ser estendida ao Haiti. Isso porque a própria riqueza do comércio de escravos deu orgulho suficiente para a burguesia francesa lutar pela Revolução Francesa – liberdade e igualdade de direitos dos seres humanos. Ou seja, a desumanidade da escravidão gerou a revolução da emancipação humana. E a principal fonte de recursos dessa burguesia, a venda de escravos a São Domingos, se esvaiu depois que a liberdade impregnou as mentes dos habitantes do Haiti. Causou outra ruptura. Ironia de um realismo fantástico.

REVOLUÇÃO NA FRANÇA

9/7/1789
Nobreza, clero e burguesia (Estados gerais) discutem a crise

14/7/1789
Queda da Bastilha, símbolo do absolutismo

26/8/1789
Votação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

1792
Após a convenção nacional, a monarquia é abolida

1793
Rei Luís XVI é guilhotinado

1804
Napoleão proclama-se imperador

EM SÃO DOMINGOS

1791
Início das primeiras rebeliões de escravos

3/9/1791
Assembléia francesa decreta igualdade de direitos em São Domingos

1793
O líder rebelde Toussaint L’Ouverture é nomeado general da República

1801
São Domingos proclama uma Constituição e se torna província autônoma

1802
Napoleão envia tropas para retomar o domínio da colônia

1804
Dessalines proclama a independência do Haiti
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Datas Históricas do Mês de Janeiro

 


Contar  a verdadeira história do nosso povo, em especial dos povos originários, negros e indígenas (entre outros), falar dos nossos heróis e heroínas, suas lutas, suas conquistas, suas tradições, suas culturas e costumes, é uma forma de conscientizar as gerações atuais e futuras sobre a necessidade de conhecermos a nossa história, que na maioria das vezes está excluída das narrativas “oficiais” e invisibilizadas no dia-a-dia.

O Instituto Cultural Raízes, através da TV Raízes e do Blog Raízes Notícias, cumprindo com um de seus objetivos que é informar e formar a partir de dados históricos, inicia a partir desse mês de janeiro o destaque para as datas históricas de nossa gente, trata-se de DATAS DA NOSSA HISTÓRIA.

Destacamos nesta matéria, as datas históricas do mês de janeiro e vocês também poderão encontrar mais referências, em matérias especiais no nosso Blog Raízes Notícias.


1 DE JANEIRO

O primeiro de janeiro, é uma data com vários significados históricos.

É conhecido como DIA DA SOLIDARIEDADE UNIVERSAL E DA PAZ MUNDIAL

O Dia da Paz Mundial foi instituído pelo Papa Paulo VI em 1967)

A Paz Mundial ainda é um sonho. As contradições entre os povos, as guerras, a exploração e o domínio dos países ricos sobre os pobres continuam sendo as grandes barreiras para a construção da paz no mundo.

Celebrar o dia da Paz Mundial é um jeito de atualizar e fundamentar a esperança de novos tempos. E construir na prática diária a verdadeira Paz, que só será possível, se for vista como resultado de uma sociedade justa, igualitária e fraterna.

Este 1º de janeiro marca também o TRIUNFO DA REVOLUÇÃO CUBANA (ocorrido no 1º de Janeiro de 1959)

Sob a liderança de Fidel Castro, organizados no Movimento 26 de Julho, o Exército Rebelde e outras forças políticas (operários, trabalhadores rurais e estudantes) se levantaram contra a ditadura de Fulgêncio Batista, sustentado no poder pelos Estados Unidos. No dia 1º de Janeiro de 1959 tomam o poder em Cuba. Nessa Revolução participaram com destaque, Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos e Raul Castro, Haidé Santamaria e Célia Sanches, entre outros, além da grande massa de trabalhadores explorados.

As Primeiras Medidas tomadas pelo povo no poder, foram:

1º) Reforma Agrária;

2º) Oportunidades de trabalho;

3º) Educação gratuita para todos;

4º) Assistência médica gratuita para todos;

5º) Ninguém pagará de aluguel mais de 5% do seu salário.

A Revolução Cubana deu um susto muito grande na burguesia de todo o continente americano. E até hoje, é exemplo a ser seguido pelos revolucionários de todo o mundo.

Cuba é um país livre!


Anteriormente, no 1º de Janeiro de 1804, triunfou a REVOLUÇÃO NEGRA NO HAITI

A Revolução Haitiana, também conhecida por Revolta de São Domingos ocorreu entre 1791 a 1804). Foi um período de grande conflito na colônia de Saint-Domingue, levando à eliminação da escravidão e a independência do Haiti como a primeira república por pessoas de ascendência africana.

Em meio a centenas de rebeliões ocorridas no Novo Mundo, durante os séculos de escravidão, apenas a revolta de Saint-Domingue obteve sucesso em alcançar a independência permanente.

A Revolução Haitiana é também conhecida como A Revolução Negra.

Veja aqui matéria especial sobre a Revolução do Haiti.


Já no 1º de Janeiro de 1956 ocorreu a INDEPENDÊNCIA DO SUDÃO

Sudão , oficialmente República do Sudão , é um país africano, limitado a norte pelo Egito, a leste pelo Mar Vermelho, por onde faz fronteira com a Arábia Saudita, pela Eritreia e pela Etiópia, a sul pelo Sudão do Sul e a oeste pela República Centro-AfricanaChade e Líbia. O Rio Nilo divide o país em duas metades: a oriental e a ocidental.[5] Sua religião predominante é o islamismo.

 Até 2011, o Sudão era o maior país da África e do Mundo árabe, quando o Sudão do Sul se separou em um país independente, após um referendo sobre a independência. O Sudão é hoje o terceiro maior país da África (após a Argélia e a República Democrática do Congo) e também o terceiro maior país do mundo árabe (depois da Argélia e Arábia Saudita).



Em 1º de Janeiro de 1960, aconteceu a INDEPENDÊNCIA DE CAMARÕES

A República de Camarões é um país localizado na África central, limitando-se com a Guiné Equatorial e com o Gabão (ao sul), Congo (a sudeste), República Centro-Africana (a leste), Chade (a nordeste), Nigéria (a oeste) e com o Golfo da Guiné (a sudoeste) A capital é a cidade de Yaoundé. 

A sua população atual é de cerca de 20 milhões, e suas línguas oficiais são o francês e o inglês. A diversidade cultural é uma das maiores do continente, pois o país possui 230 grupos étnicos. A religião mais seguida é o cristianismo, com 40% de adeptos, seguida do islamismo, com 20%, além de 40% de seguidores de cultos tradicionais africanos.

No dia 1º de Janeiro de 1994, é lançada a GUERRILHA DE CHIAPAS

Levante Zapatista ou Revolta de Chiapas foi uma rebelião iniciada em 1 de Janeiro de 1994 no estado mexicano de Chiapas. O levante, liderado pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional, teve repercussão internacional, devido às suas demandas por justiça e defesa dos direitos dos povos indígenas e dos pobres do México.


2 DE JANEIRO

Em 2 de janeiro de 1711 é Fundada a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos. São Paulo/SP

A Irmandade do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo, é uma das mais antigas do Brasil, tendo sido fundada em 2 de janeiro de 1711. A primeira Igreja foi construída entre 1721 e 1722, na Praça Antonio Prado. A antiga Igreja foi demolida em 1903 e reconstruída em 1906 no local atual, no Largo do Paissandu. 


6 DE JANEIRO

Em 6 de janeiro, lembramos da Cabanagem ou Guerra dos Cabanos, que  Tomaram o poder no Pará entre 1835 a 1839

A luta por uma verdadeira independência contou, no Pará, com uma grande participação popular. Depois da independência veio a decepção. As mudanças prometidas não se realizavam. O povo lutou por melhores condições de vida, menos impostos e mais liberdade. Nada disso acontecia. A saída foi a rebelião.

No dia 6 de janeiro de 1835, depois de muitas lutas no campo, os cabanos ocupam a cidade de Belém, capital do Pará. Foi a única revolução popular que chegou a governar uma província naquela época.

Foi preciso vir reforço do governo central para acabar com o governo dos cabanos. Derrotados na capital, se refugiaram nos campos e aldeias, onde resistiram até 1839. Só o incêndio, a destruição e o massacre de populações inteiras, foram capazes de abafar essa Revolução Popular.

O nome de cabano vem do fato de que índios e mestiços, pobres (principais integrantes da revolta) viviam amontoados em cabanas de barro à beira dos rios.

Confira aqui uma matéria especial sobre a Cabanagem.

Vídeo especial da TV Raízes da Cultura, sobre A Cabanagem.


6 de janeiro é Dia de Reis

Folia de Reis, Ternos de Reis, Companhia de ReisReisado ou Festa de Santos Reis (em Portugal diz-se Reisada ou Reiseiros[1]), é uma manifestação católica, cultural e festiva, classificada sobretudo no Brasil como manifestação da cultura popular, comemorativa da festa religiosa da Epifania do Senhor ou Teofonia, que se caracteriza por celebrar a Adoração dos Magos ao nascimento de Jesus Cristo.

Essas manifestações se espalharam de diversas formas por grande parte do país.

Confira aqui matéria especial sobre a Folia de Reis.


7 DE JANEIRO

O Massacre da Chácara São Bento

Era janeiro de 1973, entre os dias 7 e 8, a Ditadura Militar no Brasil, através de seus órgãos de repressão, cometem um massacre, ou chacina, numa localidade na zona rural de Paulista/PE.

O episódio criminoso ficou conhecido como O Massacre da Chácara São Bento.

Na localidade foram assassinados(as) covardemente, seis militantes revolucionários, integrantes da VPR - Vanguarda Popular Revolucionária, um dos grupos de esquerda que pegaram em armas contra a Ditadura Militar, instalada com o Golpe de 1964. 

Confira matéria especial aqui.


Dia da Liberdade de Cultos


O Dia da Liberdade de Cultos é comemorado anualmente em 7 de janeiro no Brasil.

Essa data celebra a liberdade que todos os brasileiros têm de exercer as suas crenças de modo livre e sem qualquer tipo de perseguição religiosa.

É uma data escolhida em homenagem à primeira lei criada no Brasil sobre a liberdade de cultos.

O projeto de lei de 7 de janeiro de 1890 foi feito por iniciativa do gaúcho Demétrio Ribeiro, Ministro da Agricultura naquela época.

Anos mais tarde, em 1946, com a promulgação da nova Carta Magna, o célebre escritor baiano e deputado federal por São Paulo, Jorge Amado, propôs um artigo para a Constituição que reafirmava a importância da liberdade religiosa no país.

Saiba mais aqui.


8 DE JANEIRO

Manuela León - Heroína Indígena do Equador 


Manuela León Guamán ( nasceu em Punín , 1844 - Riobamba8 de janeiro de 1872 ) foi uma mulher libertária equatoriana que participou como líder na revolta dos povos indígenas. Em 2010, foi proclamada heroína pela Assembleia Nacional da República do Equador . 

Nasceu na comunidade de San Francisco de Macshi, hoje conhecida como Cachatón San Francisco (Hatun Kacha), filha de Hermenegildo León e María Guamán, seu nascimento foi registrado em Punín, freguesia de Riobamba, em 1844.

Os ideais de Manuela León a levaram a liderar ações em defesa da igualdade de direitos para seu povo e a deter os abusos e a opressão que vieram do governo de Gabriel García Moreno e a enfrentar os comandantes do lado inimigo. 

Ela foi assassinada por suas ações em 8 de janeiro de 1872. Diz -se que quando perguntada pelo pelotão de fuzilamento se ela tinha algo a dizer, ela respondeu " Manapi ", que significa "nada" em sua língua. 

Dia Nacional da Fotografia

Dia Nacional do Fotógrafo

O Dia do Fotógrafo ou Dia Nacional da Fotografia é comemorado anualmente em 8 de janeiro.

A data celebra o profissional responsável em captar uma fração de segundo e eternizá-lo. O fotógrafo pode atuar na publicidade, jornalismo, cinema e ainda no campo artístico.

O Dia do Fotógrafo está oficialmente registrado em muitos calendários como 8 de janeiro, considerada a data em que a primeira câmera fotográfica chegou ao Brasil, em 1840.

Saiba mais aqui.

9 DE JANEIRO

Promulgada a Lei Federal Nº 10.639, que rege a obrigatoriedade do ensino da história afro-brasileira na rede oficial de ensino (2003). 

LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003.


Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências.

        O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

        Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:

"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.

§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.

§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.

§ 3o (VETADO)"

"Art. 79-A. (VETADO)"

"Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’."

        Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

        Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque

Confira aqui, matéria especial sobre a Lei 10.639.


13 DE JANEIRO

Em 13 de janeiro de 1838, nasceu na região de Cachoeira/BA, André Rebouças, engenheiro, professor universitário e abolicionista brasileiro. 

Para saber um pouco mais sobre a biografia de André Rebouças, acesse aqui.


15 DE JANEIRO

No dia 15 de janeiro de 1929, Nasce em Atlanta no estado da Georgia, Marthin Luther King.

Martin Luther King (1929-1968) foi um ativista norte-americano, lutou contra a discriminação racial e tornou-se um dos mais importantes líderes dos movimentos pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. 

Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964.

Para saber um pouco mais sobre a biografia de Marthin Luther King, acesse aqui.


15 DE JANEIRO

Em 15/01/1928 – Ocorreu o assassinato de Rosa Luxemburgo

Rosa Luxemburgo foi uma destacada líder do movimento operário alemão. Foi dirigente do partido social-democrata, e defendia idéias revolucionárias para a Alemanha e Europa. Teve também uma grande contribuição teórica, sobre a organização dos trabalhadores, do partido, e na corrente de pensamento socialista.

Militante ativa, dirigente e líder popular. Com o fracasso da tentativa de insurreição operária na Alemanha, foi presa e, em seguida, executada pelas forças reacionárias da época.

Saiba mais acessando aqui.


20 DE JANEIRO


DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA INDÍGENA

Guerra  dos Tamoios

20 de janeiro é o Dia Nacional da Consciência Indígena. A data faz referência à história de luta e resistência dos povos originários do Brasil pela sobrevivência, preservação de sua cultura e da identidade indígena diante do colonialismo.

O Dia Nacional da Consciência Indígena foi lançado oficialmente em todo o país em 2013, mas desde a década de 1980 já se falava da importância da data, que escolhida para marcar o dia da morte do guerreiro Aimberê, considerado uma grande liderança e força expoente da Confederação dos Tamoios, esta que foi a união dos povos originários contra os invasores de Pindorama, a colonização e a escravidão, no século XVI.

Veja matéria completa aqui.


21 DE JANEIRO

DIA NACIONAL CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

21 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A Lei Federal 11.635/07, que cria o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, surgiu como uma homenagem à Iyalorixá Gildásia dos Santos – a Mãe Gilda. 

A religiosa morreu em 21 de janeiro de 2000 vítima de complicações de um infarto após ter sua foto publicada na matéria "Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes", do jornal Folha Universal. 

A casa onde ela residia foi invadida, seu esposo foi ofendido e agredido e o Terreiro depredado.

24 DE JANEIRO

Revolta dos Malês

Em 24 de janeiro de 1835 – Ocorre a Revolta dos Malês, negros muçulmanos que foram trazidos para serem escravizados no Brasil, que lutaram contra o escravismo e a imposição da religião católica.


25 DE JANEIRO

25/01/1983 – Assassinato de Marçal, índio guarani de Amambaia Bela Vista/MS

29 DE JANEIRO

Dia do Jornalista, Morre José do Patrocínio, jornalista e ativista da causa abolicionista. Rio de Janeiro/RJ (1905). 

30 DE JANEIRO

30/01/1989 – Assassinato de Ângelo de Cretã

Ângelo Cretã liderou a luta pela terra da reserva de Mangueirinha e, em 1976, transformou-se no 1º e único índio vereador do país, pelo MDB.

Cacique dos Kaingang, da aldeia de Mangueirinha, no Paraná, Ângelo Gretã foi vítima de uma emboscada.

Dia da Não Violência e da Paz - homenagem a Mahatma Gandhi

Essa data marca o assassinato de Mahatma Ghandi - Líder Político da Índia. Ocorrido em Nova Delhi em 30 de janeiro de 1948

O dia 30 de Janeiro foi proclamado pela ONU como o dia da não violência em homenagem a Mohandas K. Gandhi por ocorrência de seu assassinato. Trata-se de uma iniciativa voltada à educação para a paz, a solidariedade e o respeito pelos direitos humanos

31 DE JANEIRO


31/01/1985 – Fundação do Movimento dos Sem Terras.

31 de Janeiro de 1986, Tombamento da Serra da Barriga, berço da resistência negra, onde nasceu o Quilombo dos Palmares e viveu seu maior líder, Zumbi dos Palmares. A Serra da Barriga é localizada em União dos Palmares/AL.

 

sábado, 21 de agosto de 2021

Ciclo de Diálogos Formativos: Educação, História e Direitos dos Povos Indígenas e Quilombolas do Semiárido Pernambucano


 
No dia 12 de agosto de 2021, teve início o Ciclo de Diálogos Formativos: Educação, História e Direitos dos Povos Indígenas e Quilombolas do Semiárido Pernambucano, realizado pelo IF Sertão - Campus Petrolina e o Instituto Cultural Raízes.

O Ciclo, possui como objetivo promover conhecimentos nas áreas de Educação, História e Direito sobre os povos Indígenas e Quilombolas habitantes no Semiárido pernambucano, envolvendo professores(as), lideranças indígenas e quilombolas, estudantes e demais interessados nas temáticas, com o intuito de contribuir com reflexões e ressignificações sobre os povos indígenas e quilombolas, como também possibilitar a efetivação das Leis 10.639/03 e 11.645/08.

O evento tem como público alvo professores(as), estudantes e outros profissionais com interesse em ampliar conhecimentos sobre as temáticas propostas.

Abertura e Mesa 1

A Abertura e apresentação do “Ciclo de Diálogos Formativos: Educação, História e Direitos dos Povos Indígenas e Quilombolas do Semiárido Pernambucano”, foi realizada pelos professores(as) Edson Silva (UFPE); Edivania Granja e Herlon Bezerra (IFSertãoPE), e por  Libânio Francisco (Instituto Cultural Raízes).

Na primeira Mesa do Ciclo, a temática abordada foi “Povos Indígenas e Quilombolas do Semiárido Pernambucano: questionamentos às narrativas históricas”, tendo como debatedor, o professor: Edson Silva (UFPE), e teve como convidadas/os:  Geraldo Kambiwá e Maria Senhora (Território Quilombola Águas do Velho Chico).

A Mesa 1, contou com a Mediação de Libânio Francisco e Edivania Granja.

Para assistir como foi este primeiro encontro, na íntegra, acesse o vídeo a seguir:



PROGRAMAÇÃO:

Data: 22/09/21 - Horário de início e fim: 19h às 22h

Mesa 2 – “As lutas das mulheres quilombolas e indígenas no Semiárido de Pernambuco”

Convidadas: Fabiana Mendes (Quilombo Conceição das Crioulas), Elisa Urbano (indígena Pankararu) e Márcia Farias (IF Sertão PE – Campus Salgueiro)

Mediação: Libânio Francisco e Edivania Granja


Data: 13/10/21 - Horário de início e fim: 19h às 22h

Mesa 3 – “Opará e PPGECOH-UNEB/Laboratório de Etnologia: estudos e formação sobre indígenas, quilombolas, comunidades de religiões afro-brasileiras e demais comunidades tradicionais no Semiárido”

Convidadas/os: Carlos Alberto, Regivaldo José da Silva, Maria Aparecida Brandão Ventura, Gabriel Marinheiro Tumbalalá e Ioná Pereira da Silva

Mediação: Libânio Francisco e Edivania Granja


Data: 10/11/21 - Horário de início e fim: 19h às 22h

Mesa 4 – “Protagonismos indígenas na Educação Superior no IFSertãoPE”

Convidadas/os: Maria da Penha da Silva, João Marcos da Conceição (Marquinhos Truká) e Eduardo Vergolino (IFSertãoPE - Campus Floresta)

Mediação: Libânio Francisco e Edivania Granja


Data: 11/11/21 - Horário de início e fim: 19h às 22h

Mesa 5 – “Os Direitos Humanos e os direitos dos povos e indígenas e quilombolas”

Palestrante/convidado: Clarissa Marques (UPE Arcoverde); Jeferson Pereira quilombola (Advogado da CONAQ e Mestrando na UNB; Professora Carina Calábria FDR/UFPE, Guilherme Xukuru do Ororubá

Mediação: Libânio Francisco e Edivania Granja


Data: 12/11/21 - Horário de início e fim: 19h às 22h

Mesa 6 – “Experimentações em Educação Intercultural no Pensamento Decolonial”

Convidadas/os: Carolina Mendonça (UNILAB); Naiara Unzurrunzaga Martinez (University of Liverpool in Liverpool), Cláudia Truká (Ilha de Assunção) e Adalmir José (Quilombo de Conceição das Crioulas)

Mediação: Herlon Bezerra e Edivania Granja (IFSERTÃOPE).

INSCRIÇÕES:

Para se inscrever, acesse aqui.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

14ª SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PERNAMBUCO


 

A Secretaria de Cultura do Estado e FUNDARPE, realizaram de 16 a 20 de agosto de 2021, a XIV Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco

Trata-se de uma ação integrada entre os campus do Agreste e do Recife da UFPE, envolvendo os Programas de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) e em Educação Contemporânea (PPGEDUC), por meio do Observatório de Museus e Patrimônios Culturais (OBSERVAMUS), do Museu da Parteira e do Laboratório de Antropologia, Arqueologia e Bem Viver (LAAB). Durante a semana, ocorreram conferências, palestras e mesas debatendo questões patrimoniais. 

A seguir, destacamos a programação e os canais de transmissão.

Acesse os links e confira como foi.

16/08 | 14h – Conferência de Abertura: "Patrimônio e afeto: desafios do presente" com Pedro Paulo Funari (UNICAMP). https://youtu.be/8Q7A6Y8EbPM


17/08 | 16h – Mesa 1: "A tradição do Pife no Agreste e no Sertão Pernambucano". Anderson do Pífano | PPGEDUC; Philipe Moreira Sales | IFPE * Coordenador: Lucas Oliveira | UFPE/LAAB. https://youtu.be/HBjKZ9fNCIg


18/08 | 19h – Mesa 2: "Patrimônio Arqueológico e Povos Indígenas". Jorge Heremites |UFPEL; Leandro Surya | UNIVASF * Debatedores: Francisco José e Sandro Guimarães de Salles | UFPE/Laab; Coordenador: Almeida Sobral | LAAB/UFPE. https://youtu.be/R-ybQTmMGHQ


18/08 | 20h – Mesa 3: "Musealização dos Patrimônios Imateriais: perspectivas e desafios". Nicole Costa | Paço do Frevo; Andala Quituche | Museu das Tradições do Cavalo Marinho; Gilvanildo Ferreira | Museu do Mamulengo/PPGA-UFPE * Debatedor: Hugo Menezes Neto | OBSERVAMUS/PPGA-UFPE; Mediação: Julia Morim | OBSERVAMUS / PPGA-UFPE). https://cutt.ly/musealizacao


19/08 | 19h – Mesa 4: História Indígena como Patrimônio. Ricardo Pinto de Medeiros | UFPE; Saulo Ferreira Feitosa | UFPE/LAAB; Antônio Dari |UFGD. https://youtu.be/Dw42b0KByWs


20/08 | 14h – Mesa 5: "Racismo e Patrimônio Cultural: a derrubada das estátuas ou as ruínas da memória colonial". Alex Jesus | UFPE; Joana Flores | UFRB – UNEB; Debatedora: Vanessa Marinho | Paço do Frevo/ IDG; Mediação: Eduardo Sarmento | OBSERVAMUS/PPGA-UFPE. https://cutt.ly/semanapatrimonio


20/08 | 19h – Mesa 6: "Patrimônio, Estado e Povos Indígenas". Rosane Lacerda | UFPE, Edson Silva | UFPE * Coordenador: João Domingos | LAAB/UFPE. https://youtu.be/XjT0wWJjCwA

JOPOI - Jornadas Povos Indígenas e Universidades - "Uma Terra, Muitos Mundos"

                            

No último dia 9 de agosto de 2021, Dia Internacional dos Povos Indígenas, teve início a JOPOI - Jornadas Povos Indígenas e Universidades.

Partindo da iniciativa de universidades e instituições/coletivos de solidariedade aos Povos Indígenas, integrando diversas Etnias Indígenas do Brasil e parceiros de outros países, a JOPOI, vem trazendo uma ampla e importantíssima programação, nas diversas áreas das referências temáticas históricas e atuais dos Povos Indígenas.

Para conferir toda a programação da JOPOI, que acontece até o dia 9 de setembro de 2021, acesse os links em destaque a seguir:


Conheça a seguir, o Manifesto da JOPOI 2021









Escravidão por Laurentino Gomes


O Blog RAÍZES NOTÍCIAS, trás mais uma transmissão no formato de Podcast, com um tema muito especial que é a Escravidão. 

O conteúdo reúne trechos da mais recente entrevista do jornalista e escritor Laurentino Gomes, pós lançamento do seu segundo livro intitulado ESCRAVIDÃO.

Na entrevista, Laurentino Gomes fala de como era o processo de escravidão na África e posteriormente nas Américas. Também fala de como a escravidão impactou, até os dias atuais, a formação da sociedade brasileira.

Confira na íntegra, como foi a entrevista, acessando o vídeo a seguir:



quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Raízes Notícias inicia suas transmissões no formato Podcast, trazendo um alerta sobre a Covid 19


No dia 18 de agosto de 2021, a TV Raízes da Cultura em conjunto com o Blog Raízes Notícias, iniciou a experiência de transmissões no formato Podcast.

Nesta primeira publicação, destaque para trechos da mais recente entrevista concedida pelo Médico e Neurocientista, Miguel Nicolelis, abordando a situação atual da pandemia de Covid 19 e os riscos das novas variantes, especialmente a variante Delta.

O conteúdo está contido em três vídeos, dos quais, disponibilizamos os links a seguir: