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segunda-feira, 16 de março de 2020

10 boas notícias sobre o coronavírus em meio a "pandemia de medo"

Paciente recebe alta de hospital em Wuhan, epicentro do surto na China
                               

POR Resultado de imagem para bbc news brasil

Classificando o novo coronavírus como uma pandemia ou não, o problema é grave. Não dá para minimizar a importância. Em menos de dois meses, ele se espalhou por vários continentes.
Uma pandemia implica uma transmissão sustentada, eficaz e contínua da doença simultaneamente em mais de três regiões geográficas diferentes. Já podemos estar nesta fase, mas isso não é sinônimo de morte, pois o termo não se refere à taxa de mortalidade do agente infeccioso, mas à sua transmissibilidade e extensão geográfica.
O que certamente existe é uma pandemia de medo. Pela primeira vez na história, estamos enfrentando uma epidemia em tempo real: toda a mídia, várias vezes ao dia, todos os dias, em todo o planeta, fala sobre o novo coronavírus, que causa a doença covid-19.
Seguimos a identificação de cada caso ao vivo. Foi notícia de primeira página que o vírus no Brasil sofreu mutação três vezes!
Insisto: o assunto é sério, mas uma das primeiras vítimas do coronavírus na Espanha foi o Ibex35 (a bolsa de Madri). É necessário informar o que está acontecendo, mas também precisamos de boas notícias. Aqui estão dez delas.

1. Sabemos quem é

Os primeiros casos de Aids foram descritos em junho de 1981 e foram necessários mais de dois anos para identificar o vírus causador da doença. Os primeiros casos do novo coronavírus foram relatados na China em 31 de dezembro de 2019 e em 7 de janeiro o vírus já havia sido identificado.
O genoma estava disponível no dia 10. Já sabemos que é um novo coronavírus do grupo 2B, da mesma família que a Sars, razão pela qual o chamamos de SARSCoV2. A doença é chamada covid-19.
Está relacionado ao coronavírus de morcegos. As análises genéticas confirmam que ela tem uma origem natural recente (entre o final de novembro e o início de dezembro) e que, embora os vírus sofram mutações, sua frequência de mutação não é muito alta.

2. Sabemos como detectá-lo

Desde 13 de janeiro está disponível para todo o mundo um teste de RT-PCR para detectar o vírus.
Nos últimos meses, esses tipos de testes foram aperfeiçoados e tiveram sua sensibilidade e especificidade avaliadas.
Turistas no aeroporto de La Paz, na Bolívia, passam por testes para detectar coronavírusDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionTuristas no aeroporto de La Paz, na Bolívia, passam por testes para detectar coronavírus

3. Na China, a situação está melhorando

As fortes medidas de controle e isolamento impostas pela China estão gerando resultado. Há semanas, o número de casos diagnosticados diminui a cada dia.
Em outros países, está sendo realizado um acompanhamento epidemiológico muito detalhado. Os focos são muito concretos, o que permite que eles sejam controlados mais facilmente. Por exemplo, na Coreia do Sul e em Cingapura.

4. 81% dos casos são leves

A doença não causa sintomas ou é leve em 81% dos casos.
Em 14%, pode causar pneumonia grave e em 5% pode se tornar crítica ou letal.

5. Cura

Paciente recebe alta de hospital em Wuhan, epicentro do surto na ChinaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPaciente recebe alta de hospital em Wuhan, epicentro do surto na China
Os únicos dados que às vezes são mostrados na mídia são o aumento no número de casos confirmados e no número de mortes, mas a maioria das pessoas infectadas é curada.
Há 13 vezes mais pacientes curados do que mortos, e a proporção está aumentando.

6. Quase não afeta menores de idade

Apenas 3% dos casos ocorrem em menores de 20 anos e a mortalidade em menores de 40 anos é de apenas 0,2%.
Nas crianças, os sintomas são tão leves que podem passar despercebidos.

7. O vírus é facilmente inativado

O vírus pode ser inativado das superfícies com uma solução de etanol (álcool 62-71%), peróxido de hidrogênio (água oxigenada a 0,5%) ou hipoclorito de sódio (lixívia a 0,1%), em apenas um minuto.
A lavagem frequente das mãos com água e sabão é a maneira mais eficaz de evitar o contágio.
Homem lavando as mãosDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionLavar bem as mãos é a maneira mais eficaz de evitar o contágio

8. Já existem mais de 150 artigos científicos

É o tempo da ciência e da cooperação. Em pouco mais de um mês, 164 artigos já podem ser consultados no PubMed sobre covid-19 ou SARSCov2, além de muitos outros disponíveis nos bancos de artigos ainda não revisados (pré-impressões).
São trabalhos preliminares sobre vacinas, tratamentos, epidemiologia, genética e filogenia, diagnóstico e aspectos clínicos.
Esses artigos foram preparados por cerca de 700 autores espalhados pelo planeta. É ciência em comum, compartilhada e aberta. Em 2003, quando a Sars aconteceu, levou mais de um ano para obter menos da metade de artigos.

9. Já existem protótipos de vacinas

Nossa capacidade de projetar novas vacinas é espetacular. Já existem mais de oito projetos contra o novo coronavírus. Existem grupos que trabalham em projetos de vacinas contra outros vírus semelhantes e agora tentam adaptar as pesquisas.
O que pode prolongar seu desenvolvimento são todos os testes necessários de toxicidade, efeitos colaterais, segurança, imunogenicidade e eficácia na proteção. É por isso que se fala em vários meses ou anos, mas alguns protótipos já estão em andamento.
Por exemplo, a vacina mRNA-1273 da empresa Moderna consiste em um fragmento de RNA mensageiro que codifica uma proteína derivada da glicoproteína S da superfície do coronavírus. Esta empresa possui protótipos semelhantes para outros vírus.
A Inovio Pharmaceuticals anunciou uma vacina de DNA sintético para o novo coronavírus, INO-4800, também baseada no gene S da superfície do vírus. Por sua vez, a Sanofi usará sua plataforma de expressão de baculovírus recombinante para produzir grandes quantidades do antígeno de superfície do novo coronavírus.
Médico britânico segura uma placa de Petri com bactérias infectadas por coronavírusDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionVários laboratórios credenciados no mundo estão trabalhando no projeto de uma vacina
O grupo de vacinas da Universidade de Queensland, na Austrália, anunciou que já está trabalhando em um protótipo usando a técnica chamada "grampo molecular", uma nova tecnologia que permite produzir vacinas usando o genoma do vírus em tempo recorde.
Na Espanha, o grupo de Luis Enjuanes e Isabel Sola, do CNB-CSIC, trabalha com vacinas contra coronavírus há anos.
Alguns desses protótipos serão testados em breve em humanos.

10. Existem mais de 80 ensaios clínicos com antivirais em andamento

As vacinas são preventivas. Mais importantes são os possíveis tratamentos de pessoas que já estão doentes. Já existem mais de 80 ensaios clínicos para analisar tratamentos contra coronavírus.
São antivirais que foram usados ​​para outras infecções, já aprovados e que sabemos que são seguros.
Um dos que já foram testados em humanos é o remdesivir, um antiviral de amplo espectro, ainda em estudo, que foi testado contra Ebola e Sars/Mers. É um análogo da adenosina que é incorporado na cadeia do RNA viral e inibe sua replicação.
Outro candidato é a cloroquina, um antimalárico que também possui atividade antiviral potente. Sabe-se que bloqueia a infecção aumentando o pH do endossomo necessário para a fusão do vírus com a célula, o que inibe sua entrada.
Está provado que este composto bloqueia o novo coronavírus in vitro e já está sendo usado em pacientes que tiveram pneumonia devido ao vírus.
Antiviral triazavirinDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA triazavirina antiviral foi sugerida por pesquisadores da Universidade Federal de Ural, na Rússia, para tratar pacientes com coronavírus
Lopinavir e Ritonavir são dois inibidores de protease usados ​​como terapia antiretroviral que inibem a maturação final do vírus da Aids. Como a protease SARSCov2 demonstrou ser semelhante à do HIV, essa combinação já foi testada em pacientes com coronavírus.
Outros estudos propostos são baseados no uso de oseltamivir (um inibidor da neuraminidase usado contra o vírus da gripe), interferon-1b ​​(proteína com função antiviral), anti-soros de pessoas já recuperadas e anticorpos monoclonais para neutralizar o vírus. Já foram sugeridas novas terapias com substâncias inibidoras, como a baricitinibina, selecionadas mediante inteligência artificial.
A pandemia de gripe de 1918 causou mais de 25 milhões de mortes em menos de 25 semanas. Algo semelhante poderia acontecer novamente hoje? Como vemos, provavelmente não. Nunca estivemos tão preparados para combater uma pandemia.
*Ignacio López-Goñi é professor de microbiologia na Universidade de Navarra, Espanha, e seu artigo original apareceu em The Conversation
LíneaDireito de imagemGETTY IMAGES
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Coronavírus: quem está mais suscetível a ele e aos sintomas graves

Adicionar legendaO novo coronavírus parece ter uma predileção por homens mais velhos e que tenham alguma doença crônica. (Ilustração: Erika Onodera/SAÚDE é Vital)
coronavírus e seus sintomas mais graves surgem especialmente em pessoas mais velhas e que tenham alguma doença crônica. Essa é uma das conclusões de um novo estudo publicado no The Lancet por pesquisadores da China.
No trabalho, os cientistas avaliaram todos os casos confirmados dessa infecção respiratória que deram entrada entre 1º e 20 de janeiro de 2020 em um hospital de Wuhan, o provável epicentro do surto. Foram 99 indivíduos ao todo.
Entre eles, 55% possuíam algum problema crônico. Diabetes, doenças cardiovasculares, males digestivos ou respiratórios e câncer estavam entre eles. Além disso, a média de idade dos pacientes era de 55 anos — 37% estavam acima dos 60 anos.
Segundo o trabalho chinês, isso ocorreria porque o envelhecimento e essas enfermidades tendem a diminuir a imunidade contra infecções em geral.
Aliás, os pesquisadores também notaram que mais homens foram parar nesse hospital por causa do coronavírus. Dos 99 enfermos, 67 eram do sexo masculino (68%). “A reduzida suscetibilidade das mulheres a infecções virais pode ser atribuída à proteção do cromossomo X e aos hormônios sexuais, que exercem um papel no sistema imunológico”, escrevem os autores, no artigo.
Os sintomas mais comuns entre esse grupo hospitalizado pelo coronavírus foram febre, tosse e falta de ar. Dores musculares e de cabeça, bem como confusão mental, irritação na garganta e desconforto no peito também foram observados.
Além disso, 75% dos 99 participantes do estudo apresentaram uma pneumonia que afetou os dois pulmões. Até o momento, 11% de todos os participantes morreram.
Mas atenção! Isso não significa que a letalidade do novo coronavírus é de 11%. Primeiro porque o número de casos avaliados nesse experimento, embora seja o maior até o momento, é pequeno. Segundo que os pesquisadores se concentraram em pessoas hospitalizadas.
Ou seja, é possível que o vírus tenha causado sintomas mais brandos em outros sujeitos, que nem viram necessidade de ir até um pronto-socorro. Se for o caso, ao incluir essa turma em outro estudo, a letalidade certamente cairia. Devemos esperar mais estudos, mas parece que o risco de morte após a infecção é de 2 a 3%.

Metade dos brasileiros não tem acesso a saneamento básico

Foto: Organização Mundial da Saúde
PORObservatório do 3° Setor

Por: Isabela Alves
Quase 100 milhões de brasileiros não possuem cobertura da coleta de esgoto e 35 milhões não tàm acesso a água tratada. Os dados são do relatório ‘Ranking do Saneamento 2020’, divulgado pelo Instituto Trata Brasil.
O levantamento aponta que as regiões Norte e Nordeste continuam sendo as que possuem os piores índices de coleta de esgoto. Das 10 cidades com os piores indicadores, nove pertencem a essas duas regiões, sendo que Belém (PA), Manaus (AM), Macapá (AP) e Porto Velho (RO) são as que vivem a situação mais alarmante.
Ananindeua, município brasileiro do estado do Pará, registrou o pior índice de esgoto coletado no país, com apenas 2,05%.
Outro problema apontado pelo estudo é que um terço da água tratada nas grandes cidades brasileiras é desperdiçada, ou seja, a cada 10 litros, 3 se perdem. O desperdício ocorre principalmente por vazamentos nas tubulações, erros de leitura de hidrômetros, roubos e fraudes.

Coronavírus: Sintomas aparecem em média 5 dias após infecção e fase contagiosa pode durar 2 semanas, mostra estudo

5 de março: soldado sul-coreano usando equipamento protetor contra o Covid-19 ajusta a máscara. A Coreia do Sul é o segundo país mais atingido no mundo pelo novo coronavírus. — Foto: Lee Jin-man/AP
por TOPO

Demora em média cinco dias para as pessoas começarem a mostrar sintomas do novo coronavírus, segundo cientistas.

A doença Covid-19, que pode causar febre, tosse e problemas respiratórios, está se espalhando pelo mundo e já afetou mais de 114 mil pessoas.

Uma equipe americana analisou casos conhecidos da China e outros países para entender mais sobre a doença.

A maioria das pessoas que desenvolve sintomas começam a aparentá-los o redor do quinto dia.

Pessoas que não desenvolveram sintomas até o dia 12 têm pouca probabilidade de desenvolvê-los, mas ainda podem carregar a infecção.

Os pesquisadores aconselham as pessoas que podem estar infectadas — tenham elas sintomas ou não — a se isolar voluntariamente por 14 dias para evitar espalhar a doença para os outros.

Se seguirem essa orientação — que já foi adotada no Reino Unido e nos EUA —, estima-se que para cada 100 pessoas em quarentena durante 15 dias, uma delas pode desenvolver sintomas depois de ser liberada, segundo o periódico Annals of Internal Medicine.

O pesquisador Justin Lessler, da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos, disse que os resultados foram as mais rápidas estimativas até agora, baseada em 181 casos no total.

Mas ele disse que ainda há muito mais o que aprender sobre o vírus.

Não está claro quantas pessoas desenvolvem os sintomas — o estudo não analisou isso.

Especialistas dizem acreditar que a maioria das pessoas que são infectadas só ficam com uma doença leve. Algumas ficam assintomáticas, ou seja, carregam o vírus, mas não experimentam os sintomas.

Mas a doença pode ser bem séria e fatal para alguns — normalmente pessoas mais velhas com problemas de saúde pré-existentes.

O professor Jonathan Ball, um especialista em virologia molecular na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, disse que o estudo confirmou que, para a grande maioria dos casos, a incubação do novo coronavírus, e portanto o período de quarentena, é de 14 dias.

E ele diz, ainda: "Há pouca evidência de que as pessoas podem rotineiramente transmitir o vírus durante o período assintomático".

A melhor maneira de proteger-se e prevenir infecções é:

Evitar o contato com pessoas que não estão se sentindo bem
Evitar tocar nos seus olhos, nariz e boca antes de lavar as mãos
Usar lenços descartáveis para tosses e espirros, e então jogá-los no lixo e lavar as mãos
Lavar as mãos com frequência com água e sabão

ASSISTA VÍDEO DE COMO LAVAR CORRETAMENTE AS MÃOS: https://globoplay.globo.com/v/8355212/

Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus
                                             

Ciclo do coronavírus — Foto: Arte/G1

Num momento em que o mundo está vivendo o pavor do coronavirus, Cuba se torna referência no combate a tal epidemia


HAVANA (Sputnik) - Cuba tem um inventário do interferon alfa 2-B recombinante, usado com sucesso na China para combater o coronavírus, que pode cobrir estimativas de casos infectados com COVID-19 em um período de três a seis meses, disse o Dr. Eulogio Pimentel, Diretor Geral do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia.
O cientista disse à imprensa cubana e estrangeira credenciada na ilha que o CIGB também tem "um inventário do produto em um processo industrial que seria praticamente equivalente a tratar o mesmo número de pessoas infectadas que ocorreram na China".
  • Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba
  • Doutor Eulogio Pimentel, Diretor Geral do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia - Cuba
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© SPUTNIK / MIGUEL FERNÁNDEZ MARTÍNEZ
Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba
O interferão alfa 2-B recombinante, usado no sistema de saúde nacional de Cuba há quase 30 anos, demonstrou sua eficácia e segurança na terapia de doenças virais, como hepatite B e C, herpes zoster (conhecido como cascalho). ), HIV-AIDS e vírus da dengue.
É um medicamento que tem a propriedade de interferir na multiplicação viral dentro das células e também tem sido utilizado no tratamento de diferentes tipos de carcinomas.
Ela é usada na China desde fevereiro passado para enfrentar a epidemia do vírus COVID-19 , levando em consideração que essa doença diminui a produção natural de interferon no corpo humano e a droga cubana fornece essa deficiência, fortalecendo o sistema imunológico dos pacientes. infectado.
Segundo o Dr. Luis Herrera, consultor científico do CIGB e um dos desenvolvedores desse medicamento, o Interferon foi usado em Cuba em várias ocasiões em epidemias de diferentes tipos, algumas de origem bastante duvidosa, como a neurite epidêmica, no início do Década de 1990; e com a dengue, que matou centenas de crianças cubanas.
Doutor Luis Herrera, consultor científico do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia - Cuba
© SPUTNIK / MIGUEL FERNÁNDEZ MARTÍNEZ
Doutor Luis Herrera, consultor científico do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia - Cuba
"Durante esse período, usamos o Interferon como um medicamento que nos deu grande utilidade, uma vez que reduziu os níveis de gravidade dos pacientes e permitiu reduzir o número de pessoas complicadas", disse o Dr. Herrera.
Por seu lado, a Dra. Marta Ayala, vice-diretora do CIGB, enfatizou que o interferon alfa 2-B recombinante é um dos medicamentos mais procurados e colocados em protocolos para a prevenção e tratamento do novo coronavírus.
Os especialistas especificaram que este medicamento é atualmente usado como nebulização "porque é um caminho rápido que atinge os pulmões e pode atuar nos estágios iniciais da infecção, e já está localizado nos protocolos do sistema de saúde cubano".
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Em 2019, a cada 39 segundos uma criança morreu vítima de pneumonia

Foto: Victor Nnakwe (Unsplash)
MÁS COMO ESSAS CRIANÇAS SÃO POBRES NEGRAS OU ÍNDIAS, NÃO CAUSA COMOÇÃO INTERNACIONAL NEM OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO FALAM SOBRE O TEMA

PORObservatório do 3° Setor

Por: Mariana Lima
De acordo com um estudo da Universidade Johns Hopkins, ampliar os serviços de tratamento e prevenção de pneumonia em todo o mundo poderia salvar a vida de 3,2 milhões de crianças com menos de 5 anos, ao longo de uma década.
O estudo também indica que esse tipo de serviço geraria um “efeito cascata” que impediria 5,7 milhões de mortes infantis extras, causadas por outras doenças comuns na infância. Isso significa que, ao todo, quase 9 milhões de vidas poderiam ser salvas.
Bactérias, vírus ou fungos podem causar a pneumonia, que causa a produção de pus e líquidos nos pulmões, dificultando a respiração.
A doença é a maior responsável pela morte individual de crianças no mundo, tendo matado 800 mil crianças no ano passado, ou uma a cada 39 segundos.
Embora alguns tipos de pneumonia possam ser prevenidos com vacinas e possam ser facilmente tratados com antibióticos de baixo custo se forem diagnosticados adequadamente, dezenas de milhões de crianças ainda não foram vacinadas – e uma em cada três crianças com sintomas não recebe cuidados médicos essenciais.
As mortes de crianças estão concentradas em países mais pobres, sendo que as crianças vítimas da doença são mais desfavorecidas e marginalizadas.
De acordo com previsões, 6,3 milhões de crianças menores de 5 anos podem morrer em consequência da pneumonia entre 2020 e 2030, seguindo as tendências atuais.
Os países que concentrarão os maiores índices serão a Nigéria, com 1,4 milhão, a Índia, com 880 mil, a República Democrática do Congo, com 350 mil, e a Etiópia, com 280 mil.
A realização de intervenções de saúde destinadas a melhorar a nutrição, fornecer antibióticos e aumentar a cobertura vacinal podem contribuir para a redução no número de crianças vítimas da pneumonia.
Essas ações ainda podem impactar no número de crianças vítimas de doenças como diarreia (2,1 milhões), sepse (1,3 milhão) e o sarampo (280 mil).
A poluição do ar também é um dos fatores responsáveis pelos casos de pneumonia entre as crianças. Ao todo, a poluição do ar contribui para 17,5%, ou uma a cada cinco, das mortes de crianças menores de 5 anos vítimas de pneumonia no mundo.
A informação foi levantada por um estudo do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME-GBD), que ainda apontou que a poluição dentro dos lares pelo uso interno de combustíveis sólidos para cozinhar contribui para um adicional de 195 mil mortes.
Para saber mais, clique aqui.
Fonte: UNICEF Brasil